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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Você é como o natal

Leia ouvindo: Troye Sivan - Wild https://www.youtube.com/watch?v=U05QfLENZA8

Você aparece e me deixa bobo, sem reação. É como uma visita inesperada em uma guerra que eu mesmo criei. Seu toque mexe com a saudade do último abraço, sua boca agora é como uma arma e seu beijo são as balas que estão prestes a me atingir. Não ouso me perguntar se ainda gosto de você, é como se fosse a primeira vez. Me sinto alto, mas sei que deveria estar preso ao chão.

Minhas bandeiras brancas agora balançam e mais uma vez você está ganhando a guerra. Não consigo pensar na melhor maneira de escapar dos seus braços, enquanto seus olhos me encaram e me leva a outra dimensão. Toda raiva que eu sentia se desfaz a cada sorriso seu, toda pressa que eu tinha por respostas vão embora sem dizer adeus. Só quero ficar aqui, mesmo que seja pela última vez.

Você é como o natal, eu sempre espero e quando vem desperta emoções que jamais senti. Você me farta com um desejo insaciável de nós, me presenteia com o presente que não posso abrir na frente de mais ninguém que não seja você. Você é como o natal que chega pra iluminar o meu mundo. Talvez o nosso erro foi começar a levar as coisas a sério demais, enquanto deveríamos ficar apenas aqui, sem pressa, medo ou qualquer outra coisa que vá de contra mão a gente.

Aqui estão os braços que vão nos reerguer, estão as palavras que nunca soubemos usar, o tempo que nunca dei ou as lagrimas que nos fizeram sangrar. Aqui está o amor que nunca entreguei, a pressa que realmente deveria estar. Não posso posso prometer que vai ficar tudo bem, mas aqui estou se prometer tentar.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Idas e Vindas



Há um pouco mais de um ano eu estava em sua antiga sacada e olhava a cidade pelo 34º andar, era um dos pontos mais altos e um dos melhores lugares que eu já havia ido até então. Já não estávamos tão bem quanto ao começo, mas ainda sim havia uma cumplicidade e conseguíamos conversar sem brigas ou qualquer tipo de agressão. Olha só, a gente conversava. Eu confuso como sempre, já não sabia se seguia meus sonhos ou uma vida comum como a sociedade manda. Confesso que até hoje eu não sei bem o que fazer, pareço estar sempre confuso, bem confuso por sinal. Mas lembro de você chegar na sacada daquele jeito manso, e me fazer várias perguntas. Falou inclusive dos seus sonhos e a vontade de rodar o mundo, uma vontade que sempre combinou com o seu jeito desapegado de ser. 

Você me perguntava sobre o porquê de tanta dúvida se eu já sabia qual era a resposta, falava sobre a mudança do meu semblante ao relembrar de todos os shows e apresentações que eu já havia feito. Resmungou quando eu falei que tinha medo. "- medo de quê?" você disse. Até hoje eu não sei a resposta, mas sigo tendo medo. Medo de me decepcionar, doí muito sabia?

Depois dessa conversa muita coisa aconteceu, criei coragem e voltei a estudar um pouco de música, passei no teste de um musical, fiz shows e festivais. Tudo que eu podia fazer eu fazia e sempre que você podia estava lá. Eu consegui colocar na sua cabeça que sair do aluguel era a melhor opção. Olhamos várias outras sacadas até você achar a 19°. A vida nos pregou tantas peças que eu poderia muito bem voltar ao teatro, e dramatizar tudo o que nos aconteceu. Hoje não estamos mais juntos e tão pouco conversamos. 

O real sentido desse texto não é fazer lembrar de tudo, mas sim entender que existem pessoas que entram em nossas vidas por vários propósitos e podem sair por nenhum também. Talvez, ou e por talvez a sua entrada e claro a sua saída da minha vida, foi pra me fazer pensar e sempre lembrar que nunca vale a pena desistir, principalmente quando se trata de sonhos. E também pra entender que o amor nem sempre vai vencer a guerra.