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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Você é como o natal

Leia ouvindo: Troye Sivan - Wild https://www.youtube.com/watch?v=U05QfLENZA8

Você aparece e me deixa bobo, sem reação. É como uma visita inesperada em uma guerra que eu mesmo criei. Seu toque mexe com a saudade do último abraço, sua boca agora é como uma arma e seu beijo são as balas que estão prestes a me atingir. Não ouso me perguntar se ainda gosto de você, é como se fosse a primeira vez. Me sinto alto, mas sei que deveria estar preso ao chão.

Minhas bandeiras brancas agora balançam e mais uma vez você está ganhando a guerra. Não consigo pensar na melhor maneira de escapar dos seus braços, enquanto seus olhos me encaram e me leva a outra dimensão. Toda raiva que eu sentia se desfaz a cada sorriso seu, toda pressa que eu tinha por respostas vão embora sem dizer adeus. Só quero ficar aqui, mesmo que seja pela última vez.

Você é como o natal, eu sempre espero e quando vem desperta emoções que jamais senti. Você me farta com um desejo insaciável de nós, me presenteia com o presente que não posso abrir na frente de mais ninguém que não seja você. Você é como o natal que chega pra iluminar o meu mundo. Talvez o nosso erro foi começar a levar as coisas a sério demais, enquanto deveríamos ficar apenas aqui, sem pressa, medo ou qualquer outra coisa que vá de contra mão a gente.

Aqui estão os braços que vão nos reerguer, estão as palavras que nunca soubemos usar, o tempo que nunca dei ou as lagrimas que nos fizeram sangrar. Aqui está o amor que nunca entreguei, a pressa que realmente deveria estar. Não posso posso prometer que vai ficar tudo bem, mas aqui estou se prometer tentar.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Quer mesmo saber?


Você pode ler ouvindo: Ariana Grande - I Thinking bout you

Por que teve que ser assim? Estou agora parado em uma praça qualquer esperando qualquer tipo de sinal ou resposta. Sim, eu deveria estar trabalhando, mas como trabalho com o coração exigindo mais do que o meu chefe, ainda mais por respostas que até hoje não sei dar. Você pode me ajudar? Porque eu desisti.

A nossa história deveria ser para sempre, sei que sou tolo por assumir isso, mas eu nunca me conformei com esse ponto final. Mas no meio do caminho nos perdemos iguais a uma criança distraída em um supermercado. Cada um seguiu uma direção, e a minha direção não está me levando a lugar algum, aliás, até leva, mas sempre é de volta pra você, mas você não está lá, já seguiu.

Ah como eu queria voltar ao início, como eu queria voltar para quando nada era complicado ou certo. Eu queria voltar para os seus braços onde é o meu lugar, queria que você voltasse para o colo que será sempre seu. Quero te ver me encarando com esses olhos que me fez cair, uma, duas, três e todas as vezes que te vi.

Eu sou o mesmo bobo com uma camisa de caveira, bermuda e uma blusa de frio amarrada na cintura. Esse cara aqui é o mesmo que perde a razão toda vez que te vê. O mesmo que sente aquele insuportável frio na barriga e que o coração gela a cada mensagem ou sinal que você dá. Simples assim, como uma poesia jogada ao mar eu me jogo pra você. 

Tão simples, sem intenção, acabei querendo você. As portas se fecharam mas sigo aqui, encostado, vendo todos entrando e outros saindo. Vou seguindo sem poder ter, sem poder tocar ou cobrar qualquer tipo de troca. Só posso torcer pra seja quem for te dar tudo o que eu não consegui te dar. Queria ser forte, queria entender, mas se você quer saber, sim, eu ainda amo você.


quarta-feira, 4 de novembro de 2015

O mundo dá voltas não é mesmo?

Me desculpe por ter agido da mesma forma que você agiu a quase quatro meses atrás. Me desculpe por ter sido um palhaço da mesma maneira que você foi. Eu queria estar falando tudo isso na sua cara, e perguntar como você se sente agora. Isso é, se você sente alguma coisa.

Não foi fácil te ver deslocado, sem rumo naquela balada. Não foi fácil rejeitar todas as suas investidas a fim de conseguir uma aproximação. Mas foi muito fácil lembrar de todas as noites em que chorei. E principalmente lembrar daquele 11 de julho, assim como você vai sempre se lembrar desse 1 de novembro.

Me fale como foi ir embora pra casa, lembrando e relembrando da cena que você viu. Fale de como foi difícil deitar a cabeça no travesseiro, ou transar com outro com a tentativa de me esquecer. Você disse pra ele o que aconteceu? E de como dói? O sanduíche estava bom?

Eu não planejei isso, e mesmo que tivesse, eu não me arrependo. Tudo que vai, volta. A vida acabou devolvendo o que você havia tirado de mim. Tudo o que perdi na noite em que você me mostrou quem você era, eu peguei de volta. Pela primeira vez pude respirar o ar que havia me tomado.


Acabei nem me preocupando com outra pessoa que tentava arrancar a minha atenção, e inclusive pegou um amigo com a intensão de me atingir. Eu estava feliz, estava livre. Nada, nem ninguém estragaria o que havia acontecido. Meu foco era outro, meu foco naquele momento era você.

As vezes é preciso desacelerar. É preciso deixar o passado no lugar dele e tomar um rumo diferente. Nem sempre a justiça vem na hora certa, mas ela sempre vem. Hoje posso dizer que acabou a guerra, e a paz voltou a reinar. Meus soldados já estão em casa, todos cansados de tanta guerra, e o rei e a rainha já estão no seu devido lugar.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Orgulho, o segundo mal do século

Sabe quando você fica chateado com alguma coisa e acaba se fechando pro mundo esperando que tudo se resolva, se entenda, e assim restando a esperança de tudo acabar bem? Se vai acabar bem eu não sei, mas que pode acabar, isso é certeza. Muitas vezes o problema nem é a discussão ou a briga, é o orgulho, o ego que é sempre maior do que a coragem de tentar conversar e assim resolver o problema. Nós adoramos fugir do que é difícil, odiamos ter que voltar atrás. E no meio disso tudo quem acaba perdendo somos nós mesmos.

Eu odeio brigas, ou instabilidades. Detesto o mal entendido e as coisas que ocasionam  isso. Sempre fui um cara calmo, tranquilo e na minha. Quantas vezes preferi engoli brejos inteiros a ter que falar mais alto ou pular no pescoço da outra pessoa. Não que faltava vontade, mas o despreparo e o medo de apanhar fala mais alto né? rs. Mas por outro lado eu sempre fui muito orgulhoso,  nem que esse meu orgulho durasse por um tempo eu sempre o mantinha. Sou daqueles que passa horas com o celular na mão esperando a pessoa falar, mas não falo. Se eu acho isso bom? Não, não acho, pois atrapalha demais. Imagina quantas amizades, paqueras ou namoros acabaram por causa do orgulho.

Mas o que me mata é passar por cima do meu orgulho, voltar atrás e a pessoa não fazer nada por isso. Age com ignorância ou algo do tipo: "Não fez mais do que sua obrigação". Tá, tudo bem, só quero que ela saiba que acima do meu orgulho vem o meu amor próprio queridinha. Mas dá muita raiva né? Aí você acaba se tornando mais orgulhoso ainda por causa dessas pessoas.

O importante é aprender a usar o orgulho nas horas certas, pois nem sempre ele é tão ruim assim. Imagine que as vezes o orgulho é só um charme, ou um pretexto pra você se fazer de difícil. Ou apenas quer mostrar o seguinte: Vai com calma que eu não sou tuas nega (ou nego). Mas vai com calma também , não vai distribuindo orgulho pra todo mundo, principalmente se tu estiver namorando. Se não tu vai morrer solteira! porque namoro com orgulho não dá. Mas isso é assunto pra outro texto. 


O que foi? não quer seguir esse blog? para de marra, segue aí, esse seu orgulho não te leva a nada <3