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sexta-feira, 27 de maio de 2016

Eu Tentei

Acabou. Olho para o celular e repito em voz alta "Acabou!'' Tentei transformar migalhas em pão, tentei não me sentir sozinho mesmo com você ao meu lado. O que eu mais fiz foi tentar, mas tentativas não são uma garantia, tentativa é um quase e quase não é o suficiente para me fazer ficar. 

Continuo olhando para o celular e já me apresso para apagar seu número antes que eu me arrependa e volte atrás. Eu sei que excluir seu contato não vai apagar você da minha vida e muito menos sanar a nossa pequena e conturbada história, mas já é um primeiro passo pra eu poder afirmar, para dizer a mim mesmo: "- Eu consegui." 

Na primeira vez em que você se foi eu tentei entender e cheguei a me questionar se eu deveria desistir de imediato, de fugir enquanto era tempo, mas pensei que era apenas uma maneira de me sabotar. Você agora está indo pela segunda vez, tentei chorar e como sempre eu não consegui, eu sempre soube que o problema não estava comigo, pois sempre acreditei que o problema está em quem não consiste em tentar. Eu tenho a certeza que estar sozinho comigo mesmo não será pior do que continuar sozinho ao seu lado.

Quantos nãos eu tive que engolir, e quantos nãos eu também tive que dar. Não é a primeira vez que eu passo por isso, e acredito também que não será a última. Decepções são coleções que guardamos pra vida e temos que superara-las. Aliás superar vai ser sempre a palavra, quem supera se supera e aprende a viver. O bom da idade talvez seja isso, a gente acaba aprendendo que nem tudo é o fim do mundo e o que for pra ser seu será.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Aprenda a dizer não!

Eu não ia fazer esse texto, mas pensei, vou fazer.

Terminei esses dias de assistir a série Jessica Jones que está no Netflix e vou te falar uma coisa: Me surpreendeu. Para ser bem sincero não sou muito fã dos conteúdos da Marvel, mas fui lá, arrisquei e deu certo.

A história basicamente fala sobre um homem que consegue controlar mentes, se ele te falar: pula da ponte, você vai lá e pula. Esse cara, o Kilgrave, é apaixonado pela protagonista Jessica Jones e tenta controla-la, chamar a atenção dela de qualquer forma, mesmo que para isso seja preciso acabar com a vida de todos envolta dela. Não vou contar mais porque se não vai ser spoiler e você tem que assistir.

Mas o que eu quero passar para vocês agora, nesse exato momento, é o tanto de homens e mulheres que caem na lábia de muitos Kilgrave's por aí. Eu conheço pessoas que sabem que a vida dela está uma bosta, que está perdendo tudo por causa de uma relação que não tem futuro, mas elas continuam insistindo no erro. Termina e volta, termina e volta é um ciclo vicioso.

Vou ser bem franco, eu fiquei 1 ano e praticamente 7 meses preso a alguém que não dava a mínima para mim, fiquei esse tempo todo achando que eu amava alguém que disse na minha cara: Achei que você tinha superado. Isso depois de uma viagem de três dias com esse ser e alguns dos meus melhores amigos. Vocês acham que eu fiquei mal? Fiquei péssimo. A gente é burro a vida toda, mas tem hora que a inteligência vem, e meu amigo, me libertei. Falei para mim mesmo que de todos os problemas que eu tinha, aquilo não iria ser mais um. Falei pra pessoa também na mesma hora que ela tentou puxar assunto.

Agora para você que está aí, perdoando uma, duas, três, quatro vezes e por aí vai eu só quero te dizer uma coisa: Ninguém é insubstituível não amor. Uma hora não só você, mas todos que estão a sua volta cansa. Pare de perder tempo com quem não tem futuro e está aí impedindo você de ter um futuro também. É difícil desapegar? Demais, só deus sabe o quanto eu sofri, quantas pessoas abandonei por achar que valia a pena insistir naquilo que eu achava que era o certo. Mas quando você aprende a dizer não, a dizer não quero isso para mim, eu sou melhor e principalmente quando você aprende a se amar, sua vida melhora tanto, que nem sei te explicar.

Acorda pra vida, ou a vida vai colocar uma corda em você. E se você não pular, essa pessoa que você diz que ama, te empurra.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Não se apaixone por mim

Estou deitado te observando em silêncio e você mesmo dormindo solta um breve sorriso. Me sinto tão culpado por não conseguir corresponder como você gostaria, e mais culpado ainda por não conseguir sustentar o que eu sentia há um mês atrás. 

O amor me assusta, e como assusta. Eu nunca soube lidar com alguém que dizia me amar, só sei lidar com quem não me ama. Prefiro me apaixonar, amar e sofrer sozinho do que ver alguém sofrendo por mim. Talvez seja um jeito meio egoísta de amar e de querer amar, mas também é uma solução que encontrei pra fugir de mim mesmo.


Me ver feliz com alguém é algo que vejo muito distante, penso que seja por falta de estrutura o suficiente pra aguentar tudo, sim, aguentar. O amor não é algo fácil de se lidar, o amor é uma luta diária, uma luta entre egos e principalmente uma luta consigo mesmo. Você está disposto a abrir mão de si, para o outro? Ainda mais sabendo que esse outro te ama? Não é bem mais fácil lidar com o amor que só você sente, só você alimenta, sem ter que se preocupar em agradar ou atender a expectativa alheia? 

Gosto de lidar com o frio na barriga que só eu sinto, tenho prazer em amar e não ser amado. Pareço ter tesão em ganhar um não de quem eu quero e que no final das contas não me quer. Eu não quero que você me queira, pois sei que tudo muda, tudo transforma e o seu sim, é o meu não.

Acordei primeiro do que você, e quando acordar espero que você não tenha raiva de mim. Desde o começo eu te disse que eu não era nem um pouco normal, e que talvez era melhor você não se apaixonar por mim.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Eu não tenho mais tempo

Pequeno me sentia, fraco estava. Eu era uma criança aventureira e tinha a vida como uma grande montanha russa, mesmo que sempre vivendo nas partes mais baixas e doloridas dela. Eu Tinha em uma bicicleta a única razão de liberdade e vontade de viver. Saía pelas ruas do bairro lá pelo fim da tarde e as explorava como um grande oceano. Olhava as estrelas e perseguia as maiores. Ali naquele momento não havia dor e nem medo por mais que eu poderia apanhar caso minha mãe viesse a descobrir que eu estava longe da rua da minha vó (onde eu falava que estava). Naquele momento eu era apenas um grande capitão que apenas pedalava, eu mandava e desmandava. Não havia baú a descobrir, só tinha sonhos e um desejo enorme de liberdade e vontade de viver. 

O tempo foi passando e o grande capitão aqui cresceu. Eu já não tenho mais a bicicleta que me acompanhava, e minha vó já não vive mais. Acabei de descobrir que devo continuar a navegar por outros lugares, por mais que me doa recordar dos últimos que já passei. Eu sei que devo seguir. Mesmo que as vezes eu me senta perdido e sozinho em meio a imensidão de tudo, não posso parar, não agora.


Me desculpe, mas eu não tenho mais tempo. Cansei de esperar, as coisas não se resolvem sozinhas. Há muito tempo estive caminhando ou navegando por linhas (mares ou estradas) errôneas que não me ligava  a lugar algum, mas agora começo à as recriar e já posso sentir a mudança com isso. Mais uma vez eu repito que não tenho mais tempo. Aquele menino, o pequeno capitão está aqui batendo na porta e cobrando todas as promessas e lições que ficaram perdidas. 

Eu quero resgatar novamente aquele menino que saía pedalando por aí (talvez eu até compre uma bicicleta), quero voltar a ter controle sobre mim, não que eu não tenha, mas ainda não é o suficiente. Quero aproveitar o tempo que talvez eu não tenha mais. Quero ser mais forte, honesto comigo mesmo. Quero sonhar e poder cumprir. Quero poder alcançar a maior estrela ou ser a maior estrela. Quero deixar o medo, quero deixar as lembranças ruins, quero me amar. Quem foi que disse que querer não é poder? Eu só quero deixar claro que se eu quero, eu posso. E que se eu quero eu vou fazer.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Se Valorize!

Um dos grandes problemas da minha vida é o apego. Eu me aproximo e me rendo muito fácil a qualquer palavra ou demonstração de afeto, principalmente quando a pessoa acaba fazendo ou mostrando um grande carinho por mim. As vezes a pessoa é escrota, babaca e todos os termos pejorativos que possa imaginar, mas continuo lá, perdoando uma, duas até três vezes ou mais se preciso, porque por mais que não seja muito, eu acabo apenas enxergando só as coisas boas que ela fez.

O problema disso tudo não é o meu coração bom em perdoar, é o coração ruim dos que são perdoados. Esses que são constantemente salvos pelos vários erros que cometem são os que menos perdoam quando você precisa. Eu sei que a bondade, a misericórdia alheia não deve ser um prato de troca, mas ajuda para uma melhor convivência. O que adianta tentar ser uma pessoa melhor se o próximo não tenta? Não falo apenas de namorados ou namoradas, é amigos, conhecidos, colegas de trabalho e por ai vai. Sempre vai ter aquele que sempre pisa na bola todas as vezes.

Mas apesar de ser um cara que tem a maior facilidade em dar chances para essas pessoas, eu também tenho muita facilidade em cortar. Pode demorar, mas não tenho respaldo em tirar da minha vida o que parece não querer continuar. Por isso eu falo, SE VALORIZE  pare de insistir em alguém que tem o erro como estilo de vida, pois a única coisa que você vai ganhar em persistir é a decepção, e quem colhe a decepção é o trouxa que a plantou. Corra atrás de quem está disposto a ser perdoado e também a perdoar. Não se limite a sempre aceitar o que não está te fazendo bem, pois aí quem será o errado da história é você.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Qual é o Preço que Você Está Disposto a Pagar?

Você pode ler ouvindo: HAIM - Falling

O que te move? o que te faz feliz? Essas são duas perguntas que qualquer marca de margarina, supermercado, carro ou de refrigerante já devem ter usado para algum comercial. Mas o mais importante agora é ressaltar a importância dessas duas perguntas e claro suas respostas.

Eu sempre fui um menino meio voado, desastrado e ansioso. Se você que está lendo me conhece , certamente vai concordar ou vai adicionar alguns adjetivos também. Mas além dessas três que eu citei, tem uma que é minha marca registrada SONHADOR. Sim. Sempre fui muito sonhador, sempre imaginei fazer da minha vida o mesmo que eu montava em brincadeiras ou sonhos. A música, claro, é minha engrenagem principal, é o combustível que me alimenta. Minha mãe sempre me conta histórias confusas sobre eu com 4 anos de idade estar no alto de um pé de goiaba cantando feito passarinho. Tudo bem que eu era um moleque bem hiperativo, mas com 4 anos eu nem sabia ler direito e claro não sabia o que eu queria da vida, mas a música estava ali, sempre presente. Com o passar dos anos eu fui crescendo e a vontade de cantar também foi. Você deve imaginar que eu cantava em apresentações escolares ou pra galera da classe, mas não, eu era muito tímido e acabava guardando esse sonho todo pra mim. Tanto que hoje muitos me falam - Eu não sabia que você cantava. Pois é talvez nem eu sabia que podia cantar, mas o medo qual eu tinha pelo o que os outros poderiam dizer, sempre era maior do que a vontade de ir pra frente da galera e cantar. Foi nesse período também que comecei a escrever minhas músicas. Falava de amor e eu nem sabia o que era amor. Não que hoje eu saiba, mas com 13-14 anos sabia menos ainda.


Hoje eu me sinto mais maduro, mais confiante ao falar sobre meus sonhos, planos e claro, sobre o que realmente me faz feliz. Tem felicidade maior do que acordar de manhã super empolgado com o que você tem pra fazer? Saber que está juntando pessoas que não tem nada em comum exceto um sonho. Saber que eu estou fazendo o melhor que eu posso! O que me move é a vontade de fazer a diferença. Seja naquela pessoa que ouve uma música ou lê um texto meu. Tudo que eu faço hoje é tentando fazer a diferença por menor que ela seja. Se você hoje está pensando se segue a carreira de advogado que seu pai escolheu pra você ou se faz filosofia, o que eu tenho pra falar é que infelizmente seu pai não vai pagar o preço pela escolha mal sucedida. Ele pode pagar o valor material seja do curso ou seus gastos, mas o arrependimento lá na frente, quem irá pagar é você. Sei que é muito fácil chegar aqui e falar: "siga seus sonhos, corra, vá atrás" Claro que nem todos tem condições de largar tudo e viver um sonho. Muitos tem família pra cuidar, conta pra pagar e claro uma sociedade inteira no seu pé pra cobrar. Mas qual é o preço que você está disposto a pagar por adiar? 

E quer saber? Eu posso não conseguir o que eu quero, mas nunca, nunca mesmo, poderão falar que eu não fui atrás. Ainda sou aquele menino doido, que fazia de tudo, mas fazia. Desistir? Jamais! Quero ser lembrado por tentar e quem sabe um dia poder falar: - Eu consegui.