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segunda-feira, 6 de junho de 2016

Quer mesmo saber?


Você pode ler ouvindo: Ariana Grande - I Thinking bout you

Por que teve que ser assim? Estou agora parado em uma praça qualquer esperando qualquer tipo de sinal ou resposta. Sim, eu deveria estar trabalhando, mas como trabalho com o coração exigindo mais do que o meu chefe, ainda mais por respostas que até hoje não sei dar. Você pode me ajudar? Porque eu desisti.

A nossa história deveria ser para sempre, sei que sou tolo por assumir isso, mas eu nunca me conformei com esse ponto final. Mas no meio do caminho nos perdemos iguais a uma criança distraída em um supermercado. Cada um seguiu uma direção, e a minha direção não está me levando a lugar algum, aliás, até leva, mas sempre é de volta pra você, mas você não está lá, já seguiu.

Ah como eu queria voltar ao início, como eu queria voltar para quando nada era complicado ou certo. Eu queria voltar para os seus braços onde é o meu lugar, queria que você voltasse para o colo que será sempre seu. Quero te ver me encarando com esses olhos que me fez cair, uma, duas, três e todas as vezes que te vi.

Eu sou o mesmo bobo com uma camisa de caveira, bermuda e uma blusa de frio amarrada na cintura. Esse cara aqui é o mesmo que perde a razão toda vez que te vê. O mesmo que sente aquele insuportável frio na barriga e que o coração gela a cada mensagem ou sinal que você dá. Simples assim, como uma poesia jogada ao mar eu me jogo pra você. 

Tão simples, sem intenção, acabei querendo você. As portas se fecharam mas sigo aqui, encostado, vendo todos entrando e outros saindo. Vou seguindo sem poder ter, sem poder tocar ou cobrar qualquer tipo de troca. Só posso torcer pra quem for te dar tudo o que eu não consegui te dar. Queria ser forte, queria entender, mas se você quer saber, sim, o assunto era sobre saudade e acabei falando só de você.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Não se apaixone por mim

Estou deitado te observando em silêncio e você mesmo dormindo solta um breve sorriso. Me sinto tão culpado por não conseguir corresponder como você gostaria, e mais culpado ainda por não conseguir sustentar o que eu sentia há um mês atrás. 

O amor me assusta, e como assusta. Eu nunca soube lidar com alguém que dizia me amar, só sei lidar com quem não me ama. Prefiro me apaixonar, amar e sofrer sozinho do que ver alguém sofrendo por mim. Talvez seja um jeito meio egoísta de amar e de querer amar, mas também é uma solução que encontrei pra fugir de mim mesmo.


Me ver feliz com alguém é algo que vejo muito distante, penso que seja por falta de estrutura o suficiente pra aguentar tudo, sim, aguentar. O amor não é algo fácil de se lidar, o amor é uma luta diária, uma luta entre egos e principalmente uma luta consigo mesmo. Você está disposto a abrir mão de si, para o outro? Ainda mais sabendo que esse outro te ama? Não é bem mais fácil lidar com o amor que só você sente, só você alimenta, sem ter que se preocupar em agradar ou atender a expectativa alheia? 

Gosto de lidar com o frio na barriga que só eu sinto, tenho prazer em amar e não ser amado. Pareço ter tesão em ganhar um não de quem eu quero e que no final das contas não me quer. Eu não quero que você me queira, pois sei que tudo muda, tudo transforma e o seu sim, é o meu não.

Acordei primeiro do que você, e quando acordar espero que você não tenha raiva de mim. Desde o começo eu te disse que eu não era nem um pouco normal, e que talvez era melhor você não se apaixonar por mim.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Você é responsável pelo trouxa que cativa

Era uma vez um menino que era alegre, carinhoso e o mais incrível, ele acreditava nas pessoas e em suas promessas. Ele com essas promessas,  prometia a si mesmo que nunca perderia essa essência que todos julgavam ser uma qualidade. Realmente era uma qualidade, ele tinha amor em seu olhar. Se você precisasse ele iria estar, se você caísse ele te levantaria, se você se sentisse vazio ele te inundava.

Pense em um garoto que não tinha tempo ruim. Ele adorava surpreender as pessoas, gostava de agradar e sempre mostrava que estava ali, era só chamar. 

O garoto foi crescendo, continuava se doando mais e mais, mas o pobre coitado não sabia controlar ou medir o nível de entrega que deveria ser dado a cada um. Ele entregava amor e quando precisava recebia apenas a desconsideração ou um breve sorriso de canto. Ele trocava sua vida pessoal para estar com eles, mas eles não trocavam para estar com ele. Chorando quieto ele se perguntava o porquê de tudo isso, o que havia de errado com ele? Se fazia tudo o que podia.

Então aos poucos ele acabou enfraquecendo e aos poucos foi perdendo toda a pureza que havia naquele olhar, a maior essência que ele tinha foi se perdendo em meio a tristezas e frustrações. As pessoas não cairão na real e ainda sim começaram a cobrar dele tudo o que ele entregava. Mas como? se não souberam entregar de volta.

O trouxa da vida é aquele que mesmo sabendo que não é legal e que não vale apena, insiste em continuar levando relações ruins como trabalho, amor, amizades e etc. esperando algo em troca. É errado fazer as coisas esperando algo em troca? sim, talvez, mas ser reconhecido é tão bom né? Pensa se aquele garoto tivesse recebido de volta todo o amor que ele entregou, hoje ele estaria amando mais, se entregando mais e hoje onde existe dor, só existiria amor. Porém as pessoas só sabiam se aproveitar dessas qualidades. Pegavam a doação desse garoto e nunca devolvia, não ajudavam para que essa qualidade aumentasse, e então ela se esgotou.

A mensagem desse texto é basicamente sobre reconhecimento. Não esqueça daquela pessoa que está sempre aí quando você precisa. Demonstre seu carinho se realmente gostar. Não fale por falar, diga e mostre que realmente se importa. Um pequeno gesto pode mudar toda uma vida, e a falta dele também.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Acima de tudo.

Já passava das 3:00 horas da manhã e eu não tinha ficado com ninguém daquela balada. Aliás, pra ser bem sincero eu não queria, realmente não. Estava em um lugar que me causava más lembranças e também estava com meus amigos e só queria me divertir. Fui pra pista de dança e lá estava você apenas com aquele olhar e dançando como se não houvesse o amanhã. Olhei, você me olhou, criei coragem e fui. Enfim o nosso primeiro beijo.

O tempo foi se passando e as baladas foram dando lugar a ambientes mais calmos. Sua casa já era o nosso canto favorito. Tudo era bom, tudo estava indo tão bem. O fantasma do passado havia me libertado e eu já conseguia andar sem ter que tropeçar novamente. Eu falo isso porque ele sempre aparecia quando eu estava com alguém. Meu passado sempre dava um olá, mesmo se eu houvesse dado um adeus. E assim seguimos por quase dois meses.

Então o que aconteceu? Onde eu errei? Onde eu colocaria a culpa dessa vez? Se o principal motivo que me afastava das pessoas da qual eu me relacionava não tinha voltado. E a resposta estava justamente aí. 

Depois de tanto sofrimento eu estava experimentando uma liberdade sentimental que há tempos não estava sentindo. Eu estava pleno, calmo e bem comigo mesmo. Minha vida profissional, família e amigos me cobravam respostas e os sonhos que um dia sonhei também acabou pedindo o seu tempo. As  nossas diferenças cresciam e consequentemente nos machucavam e mais uma vez me vi no começo do fim, mais uma vez estava me ferindo e ferindo alguém por simplesmente não conseguir me adaptar.

- Amigos?
- Acima de tudo amigos!

E assim deixei que a vida se encarregasse de fechar as feridas, de acalmar os mares e traçar nossos caminhos. Um amigo me disse que eu desisto muito fácil das pessoas. Sim, eu desisto. E em algum momento eu acabei desistindo de você.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Se der errado, tudo bem.


Subi as escadas e te vi sentado junto aos amigos, um tanto solitário, pensativo. Aquele olhar fixado em mim, me desafiando, dizia: “Vem”. E eu fui. Me sentei bem ao seu lado e ali, sem perceber, começamos o primeiro dia de toda nossa vida. Você começou o papo falando de sua ex, de como estava sofrendo por ela, como se eu já a conhecesse. Mas achei que era só um meio de desabafar sem ter que explicar detalhes, então ouvi atentamente, mas tudo o que conseguia pensar era: “Como eu queria te beijar agora”.
O papo verteu para outros temas (ufa!) e eu, volta e meia, saía da mesa na esperança de que você viesse atrás de mim e finalmente me beijasse. Não aconteceu!
Finalmente saímos do bar e fomos à casa de amigos em comum e lá vivi uma realidade surreal. A cada dedo entrelaçado com o meu, a cada carinho em meus cabelos, uma dúvida morria e nascia a intensidade da certeza de que eu queria muito te beijar e queria mais ainda que aquilo tudo durasse para sempre. Surgiu a oportunidade de irmos lá fora e, finalmente, você me beijou. E foi tão intenso, tão verdadeiro, tão completo, tão sem definição que ao acabar o beijo e só pensava: “O que devo fazer ou dizer agora?” e, no fim, as coisas tomaram forma por si só.

Voltamos para o meio dos amigos e foi mágico ver como eles torciam por nós.
Os dias se passaram e nós, ao contrário de todas as regras de amor e relacionamentos, fomos ficando cada vez mais próximos e ligados.Se existe amor à primeira vista? Sim. Se existe amor verdadeiro desde o primeiro momento? Sim. E não há nada que me faça querer uma história diferente da nossa, porque cada dia é um novo dia, mas o sentimento se fortalece e, melhor do que isso, nossa cumplicidade se fundamenta cada vez mais.
Se eu pudesse contar nossa história para mais alguém, eu diria: “Quando os olhos disserem “Vem”, vá!” Vá na hora, sem medo, não espere, não se deixe segurar por ninguém. Vá e só depois veja o que deu, porque só podemos saber onde algo vai dar quando arriscamos ver onde vai dar.
Não existe mapa para saber que caminhos uma relação pode tomar, mas existem sentimentos que nascem sem explicação, sem sabermos de onde nem como e eles podem ser nossa alma nos dizendo “É ali que quero morar”, então vá! Se der errado, tudo bem. Você tentou e vai poder tentar de novo outras vezes. Melhor saber que não deu certo porque tentou do que passar a vida toda sem saber se daria ou não.


Texto escrito por: Thatu Nunes  > thatununes.wordpress.com <

sexta-feira, 31 de julho de 2015

O Primeiro Encontro


Você pode ler esse texto ouvindo: All That - Carly Rae Japsen https://www.youtube.com/watch?v=W374tWnsk70



Talvez: Bom Dia
Eu: Oi, Bom Dia
Talvez: Quero te ver hoje
Eu: Hoje?
Talvez: Sim hoje!

Lembro que pra variar eu estava tentando superar o fim de uma longa e trágica relação. Eu não sábia se me dava a chance de conhecer uma nova pessoa ou se esperava esse "luto" passar. Na verdade eu já estava cansado de tudo não dar certo, parecia que eu ia desabar a qualquer momento e por isso já havia decidido não me relacionar com ninguém. Mas no fundo eu sentia que precisava jogar conversa fora com alguém que não seja um amigo, pois todos já estavam enjoados de me ouvir falando ou quase chorando pela mesma pessoa. Parecia que tudo me lembrava ela. Passar em alguma rua, ir no parque, a minha sorveteria preferida, até o cheiro do perfume aparecia do nada.  Eu estava realmente no fundo do poço abraçado com a Samara e não sabia como sair.

Eu ainda olhava a mensagem e não decidia se confirmava ou não, minhas mãos suavam, e meu coração pulava. E agora? Estou pronto pra isso? me pergunto em voz alta. Na hora me vem à mente algum dos muitos conselhos que ouvi "você só vai esquecer a pessoa com outra pessoa" será? Acho uma sacanagem sair me relacionando por ai com o pensamento preso por outra. Ou talvez as esperanças de voltar ainda é tão grande que você se bloqueia e fica lá se remoendo. - Cara acorda, é só um encontro, não é um pedido de casamento. Meu amigo diz como se fosse tão fácil assim. Não é um pedido, mas é um passo. E não é apenas um encontro, é o primeiro encontro depois de meses na fossa. Até a Samara já estava conseguindo sair do poço e eu não. Tudo bem que as pessoas se assustavam com ela, mas também, ela encontrou uma maneira bem peculiar de sair do poço né. 



Eu: Ok, pedido aceito

Talvez: Sério?
Eu: Sério.
Talvez: 20:00 horas te encontro
Eu: Tudo bem


O dia vai passando junto com a correria do trabalho e já são 18:00 horas e preciso ir pra casa. Acredite ou não, mas por um momento eu tinha esquecido do encontro. Na verdade eu tinha feito tanta coisa que mal tinha lembrado de comer, imagina então lembrar do encontro em plena segunda feira (Sim segunda feira). Voltando pra casa eu me sentia um pouco estranho, talvez pela breve ansiedade ou talvez por não saber o que vestir, pois não são apenas vocês mulheres que tem a dúvida do que usar ou não. Vou de Bermuda! pensei em voz alta. Estava cansado e queria algo mais despojado, então, nada melhor que uma bela e boa bermuda e uma camisa polo, claro. 19:30 Estou pronto, uma grande vitória sob minha pontualidade que não é lá essas coisas.

 Talvez: Pronto?
 Eu: Aham
 Talvez:  Estou na porta

Eu digo sem pressa. Parecia que eu já estava desistindo do encontro minutos antes, pois eu estava de bermuda, camisa polo e ainda por cima resolvi colocar uma blusa de frio na cintura.  Não sabia o que poderia acontecer nesse encontro, ou o que poderia não acontecer. Já estava cansado de assistir comédia romântica, e também já não tinha mais pipoca. Passei perfume e me veio uma breve lembrança do passado, dei um sorriso forçado, dei um beijo na Samara e fui.