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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Você perdeu a menina da sua vida

Você perdeu a menina que viajaria de ônibus pra te encontrar em um bairro que ela nunca ouviu falar, que depositaria todas as fichas só pra que esse amor que ela sentia por você desse certo. Uma menina que se molharia na chuva só pra te dar um pouco mais de espaço debaixo do guarda-chuva, que estaria disposta a te acalmar em um abraço, a cuidar de você como sempre quis ser cuidada. Uma menina que, outro dia, depois de mais um engano, disse que definitivamente daria um tempo pro amor, e então te encontrou e a promessa não fez mais sentido. Ela iria lembrar o dia do teu aniversário e iria colocar nos lembretes importantes do celular só pra não esquecer de te preparar uma surpresa. A menina que, ao se despedir de você, passaria um tempo pedindo pra que você chegasse em casa bem e só dormiria tranquila ao ouvir a tua voz dizendo: Já cheguei amor.


Você perdeu a menina que te passaria protetor solar – com as mãos mais macias que você já sentiu – quando vocês estivessem em uma daquelas viagem pro litoral -, e nem se importaria com os saradões de sunga branca que estivessem passando por ali. Você perdeu a menina que levaria remédio na bolsa porque antes de sair de casa você deduziu que talvez fosse ficar gripado. Você perdeu a menina que nunca teve medo de cortar o cabelo, nunca teve receio de mergulhar de corpo inteiro, que trocaria o vinho francês por uma cerveja, que sussurraria em teus ouvidos no silêncio do quarto, vestiria a sua cueca com cor de mostarda e sairia andando pela pra te provocar, e vestiria a sua regata como roupa de dormir. Ela iria topar acampar com você, tomar banho no rio, iria te deixar tranquilo e te ensinaria a não ligar tanto pro que os outros pensam. Ela iria te encorajar a finalmente ir na montanha russa, a provar pimenta no almoço e te ensinar a jogar baralho levantando só a sobrancelha direita. Mais do que sua parceria, ela seria sua companhia, seu conforto nos dias difíceis e sua morada. Você perdeu a menina que nunca escondeu os seus defeitos, que te daria dicas de moda e que, finalmente, falaria na tua cara que bermuda cargo e camisa polo listrada não combinam.

Você perdeu a menina que iria sorrir de você, com você e pra você. E mesmo que as coisas não dessem certo, ela estaria com você no final do dia. Talvez, o seu medo foi perceber que ela não faria tudo por você, que não viveria só pra você e nem atenderia todos os seus caprichos, porque no final das contas, ela não estaria sendo ela e quando percebesse a tamanha burrice que é viver a vida do outro e esquecer da própria vida, ela deixaria de te completar, porque tudo o que ela pretendia, na verdade, era somar. Ela iria te enxergar lentamente enquanto todas as outras pessoas que enxergariam rápido demais. Ela encostaria o seu mundo ao teu, esqueceria CD’s, brincos, pulseiras e sandálias na sua casa só pra depois ter motivos pra voltar, dançaria com a tua tia na festa de aniversário do teu sobrinho de 4 anos. Ela te beijaria a testa com ternura, te roubaria vários beijos, você estando acordado ou dormindo. Ela te faria cafuné mesmo sabendo que você odeia que bagunce o seu cabelo, apertaria as suas bochechas e a sua bunda de vez em quanto só pra ver você olhar com uma cara abusada pra ela. Ela seria o teu melhor sorriso ao acordar pra um café da manhã com pão francês, iogurte e cereais. Ela iria ameaçar chutar o teu saco quando você falasse bobagem e iria rir da cara de dor que você faz mesmo sem tê-la sentido. Ela iria te olhar de todos os ângulos, aceitar os teus defeitos internos e os físicos também. Ela iria sustentar o mundo com um só sorriso, te faria esquecer os problemas com um só olhar, nem que fosse enquanto estivesse ao lado dela.



Você perdeu a menina que iria se despojar no teu sofá, que te doaria o colo, te olharia com tamanha doçura, deixaria a escova de dentes ao lado da tua e quando você menos esperasse, iria te surpreender no almoço do sábado com um receita que aprendeu no Youtube. Você perdeu a menina que te faria perceber o quanto teu mundo mudou pra melhor desde que ela resolveu entrar. Você perdeu a menina da sua vida.

TEXTO BY IANDÊ Albuquerque ♥️ Fonte: Isabelafreitas.com.br 

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Quando deixamos de ser trouxa?

Será que quando decidimos deixar de ser trouxa de um determinado serumaninho, acabamos deixando de ser trouxa no geral? Foi essa pergunta que eu me fiz esses dias.

Tem exatamente dois anos que eu escrevi o primeiro texto do blog "Eu sou trouxa e agora". Se você ficou ou está com preguiça de clicar no link não tem problema vou transcrever um pouco sobre ele.

No texto eu falava sobre o quanto eu gostava de alguém e esse alguém basicamente não ligava pra mim, ou melhor, não tinha o mesmo sentimento que eu. No desenrolar da história eu acabei descobrindo (vi pessoalmente) que essa pessoa estava ficando com outro ser, e fiquei decidido a colocar um ponto final em tudo e deixar (claro) de ser trouxa.

Nesse tempo que completou dois anos, eu consegui sim superar esse crush (com todo custo) e posso dizer que amadureci também, e isso me abriu portas para que eu me entendesse, e acabei fechando portas para outras pessoas por ter me compreendido. 

Tendo na cabeça que o que te faz ser um trouxa é o nível de expectativa que você tem em determinada pessoa (pessoa sim, porque estamos falando de relacionamento). Acredito que a resposta está na intensidade  da qual você esteja bb. O que alimenta um trouxa são as expectativas.

Como a expectativa que eu tinha foi quebrada ao ver  a pessoa que eu gostava com outra, isso me fez entender que a pessoa não era pra mim, e assim segui em frente. Se eu sofri? Claro dói demais, mas se prender em algo sem futuro é mais doloroso ainda, pois você perde muita coisa por a algo que não vai dar em nada.

Então o lema é: Crie menos expectativas e se abra para novas possibilidades. Não se prenda ao que pode te largar, pois a queda vai ser feia. 



sábado, 1 de abril de 2017

Depois do fim


Sexta feira 21:51 acabei de me arrumar e estou esperando alguns amigos me avisarem que estão prontos para eu poder sair de casa e encontra-los em algum bar na cidade. É a primeira vez depois de sete meses que saio sem você. Claro que eu já saí sozinho com meus amigos durante todo esse tempo, mas assim solteiro, sem satisfação, ou um: beijo amor tô indo! É a primeira vez. 

Acho que não preciso nem falar do seu bom dia que não veio, e foi uma das coisas mais tristes que eu tive que superar depois do fim. Meus amigos até que tentaram preencher as minhas manhãs com um bom dia aqui e outro ali, mas não é a mesma coisa, não tem o mesmo sabor. E tem vários outros detalhes que faltaram e que dariam um livro se eu resolvesse escrever, explicar.

Outra coisa que faz doer e tem sido meio desesperador é pensar no que poderia ter sido feito ou evitado, onde erramos, o que faltou fazer ou dizer. No fundo eu sei que não faltou nada, e que conseguimos aproveitar cada momento, cada aprendizado e tudo o que nós dois nos propomos a fazer durante todo esse tempo, mas na superfície ainda é difícil entender.

Meus amigos agora deram um sinal, e preciso ir. Terminamos tão bem, que não tem nada e nem ninguém que poderá me fazer te xingar ou falar mal de você naquela mesa de bar, coisa quase que obrigatória quando se termina com alguém. Eu tive sem dúvidas os melhores momentos que já tive com alguém. Tenho grande admiração em tudo o que você imagina e faz. 

Nunca poderemos dizer que não demos certo, pois a gente deu certo sim e conseguimos manter 7 meses de união, respeito e cumplicidade. Passamos por fazes, descobrimos outras, rimos juntos e agora choramos também. Fique bem e eu ficarei, sorria e eu sorrirei, seja feliz e eu também estarei. Tão iguais e ao mesmo tempo tão diferentes eu escolhi você, e te levarei pra sempre aqui, mesmo depois do fim.   

terça-feira, 7 de março de 2017

Término de namoro

Quem me dera viver em um mundo onde só o amor fosse suficiente e capaz de manter um casal junto. Mas infelizmente não é, e o que vem depois disso são lágrimas, potes e potes de sorvete, muita comédia romântica e claro você tentando aceitar o fim de algo que acabou (talvez) faz tempo.

Assim que a gente expõe nossa relação conjugal em qualquer rede social, estamos pré dispostos a receber comentários e pitocos do tipo: "Vocês são tão lindos juntos, perfeitos um pro outro, porque acabou? Não acredito!" Mas infelizmente ninguém vê realmente o que se passa ou passava dentro daquela relação, até porque ninguém mostra em redes sociais as DR's ou fotos de brigas, só as indiretas mesmo. 

Quando conhecemos alguém e nos apaixonamos por ela, idealizamos um mundo e acabamos passando por cima de seus defeitos, diferenças e tudo aquilo que deveria ser pensado e analisado antes de dar um segundo passo. Mas isso não é uma crítica, até porque é algo normal. A paixão nos deixa cegos e deslumbres (falei bonito né?) e o problema está aí, quando essa dose acaba.

"Os opostos se atraem, mas eles não conseguem ficar juntos por muito tempo" - Isabela F.

Tudo bem, pra mim por mais contraditório que seja eu acredito que diferenças em si não é um motivo principal para o término de um namoro, mas as consequências e clima que essas diferenças causam pode ser sim um motivo. Todos nós somos diferentes, mas você consegue lidar com isso? Não tem jeito, uma hora as diferenças falam mais alto. Um não começa a entender o outro e os dois começam a se debaterem e o que resta é você se perguntando o que aconteceu ou onde errou.

Ninguém errou, talvez só não foi a pessoa certa ou o momento certo, vai saber né? Então o mais lógico a se fazer é seguirem seus caminhos e deixarem o tempo trabalhar. Não significa que não houve amor, é só maturidade o suficiente pra saber que não da mais. Por mais que doa, e que bata aquela dúvida se é realmente a coisa certa a se fazer, lembre-se sempre que empurrar com a barriga um relacionamento desgastado é a pior decisão, e só vai criar mais raiva e ódio entre os dois.

Então se você terminou o namoro ou alguém terminou com você, chore, sofra esse luto e saiba que passa. Ninguém morre de amor e nem deixe seu amor próprio morrer, a vida continua. Se você está no processo de decisão se termina ou não, o que eu posso te dizer é que no fundo você já sabe a resposta, ou talvez não estaria lendo isso aqui. Doer doí, e muito. Você vai sair falando por aí que não consegue viver sem, mas com o tempo vai ver o quanto era exagero seu.