Sempre tem os dias em que a gente não sabe o que sente, não sabe o que quer, não sabe o que pensa ou simplesmente nada se sabe. Dias em que nada faz sentido ou talvez não fazemos questão de querer encontrar.
Talvez zé, você pode estar passando por esses dias e se quer sabe. São dias em que você se passa desapercebido, pode estar e não estar ao mesmo tempo, como fantasmas que vagam sem direção ou um caminho específico, apenas vai.
Um carnaval fora de época onde a sua unica alegria é se esconder através de mascaras. Um desfile de chuva sob o inferno. Uma sexta que se transforma em uma tenebrosa segunda, onde, sem explicação tudo se transforma.
Sempre tem esses dias que sem uma explicação ou motivo aparente, você se teletransporta pra um lugar sem cor, sem expressão. Você tenta se escutar, mas não distingue a sua voz. Tenta se desenhar, mas não sabe quem é.
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sexta-feira, 5 de julho de 2019
quinta-feira, 14 de abril de 2016
Explorando "E Por Talvez" Parte 2
Se você ainda não viu a parte 1 Clique AQUI e leia a primeira parte do texto onde começo a falar sobre a criação da minha nova música que também leva o nome do blog "E Por Talvez.
Na primeira parte falei sobre como a música começou a ser criada. Falo sobre a mudança de contexto e significado da música que a princípio era apenas pra ser uma letra onde eu abordaria mais uma vez (como na música sobreviver) sobre autoestima e superação. Não que hoje ela não tenha esse ponto de vista, mas antes a música não partia sob uma perspectiva de um final de relacionamento amoroso.
O Blog como já falei em outros textos foi criado a partir de uma decepção amorosa e um olhar parcial que eu tinha sobre esse fim e também de outros desastres amorosos por qual eu já havia passado. A música "E por talvez" já tinha sido criada quando o blog foi feito, e foi a partir da música que (claro) veio o nome do blog e alguns de seus temas centrais.
O início da música deixa bastante claro o tom melódico que vem na letra.
"Quantas vezes eu vou ter que te esperar ou ter que ver você fugir, eu sei que a sorte não vai nos ajudar só não precisa mais mentir pra mim."
O início acabo mostrando minha insatisfação no relacionamento que já não vai indo bem, começo a falar sobre tomar uma direção mostrando que o ponto final já está próximo. Por incrível que pareça não foi apenas em um final de relacionamento que essa música se encaixaria, mas de vários se eu reparar melhor.
"Eu sei que o nosso erro já ficou pra trás, pensando bem não tão distante assim. Talvez comigo não seja o seu lugar, talvez seja incompleto, demais pra mim."
Quando falo de erro, falo sobre as brigas que já aconteceram ou que ainda acontecem e depois finalizo mostrando que talvez seja melhor colocar um fim e seguir adiante já que nenhum já completa ambos.
"E por talvez eu vou viver, e por talvez eu vou te esperar. Vou confiar no tempo, continuar a viver vou confiar no meu coração pra suportar a dor de te perder, ou a dor por ter que aceitar outro caminho que não me leve a você outro caminho que não me deixe errar.''
No refrão eu me mostro indeciso sobre a "decisão" que eu havia tomado, mas ao mesmo tempo me mostro confiante em continuar vivendo e não parado, esperando as coisas se resolverem por si só. Nesse refrão também mostro o quanto é difícil encontrar um caminho que não te leva ao erro mesmo que as vezes você queira permanecer naquele erro.
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sábado, 5 de março de 2016
Quando a solidão bate
Você pode ler esse texto ouvindo: Norah Jones - Don't Know Why
Como eu já disse em outro texto, esses dias tenho experimentado o que eu não sentia há um bom tempo. Pela primeira vez em três anos me vejo livre e sem a real necessidade de estar atrás de alguém implorando pela reciprocidade de um amor ou carinho que só eu sinto e ligo.
Sexo casual não é algo tão complicado de conseguir, ainda mais quando você já tem uma lista de "peguetes" ou pessoas que você já tenha ficado casualmente e que acaba te aliviando em momentos de necessidades simplórias que é estar em contato mais íntimo com alguém.
Depois de passar alguns anos da minha vida sofrendo por pessoas que entravam em minha vida sem a certeza do que realmente queria, acabei aprendendo a me virar e a me resguardar. Hoje não é qualquer um que consegue me arrancar aquele frio na barriga ou aquele batimento cardíaco acelerado juntamente com um suor frio. Já não é tão fácil entrar assim nessa montanha russa.
Não vou negar que às vezes bate aquela solidão e uma vontade de sair em busca de algum amor perdido ou aquele amor que os filmes insistem em passar, mas logo lembro que isso deve ser uma consequência e não uma necessidade. Tento sempre me policiar e lembrar que o amor vem para os distraídos, pois quem não se distrai sofre por antecipação.
Então quando a solidão bate na minha porta eu acabo deixando ela entrar. Sirvo um café e dou um abraço. Tento fazer dela uma boa companhia, pois sei que é mais fácil lidar com ela a solidão, do que ter que lidar com qualquer um.
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