Mostrando postagens com marcador domingo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador domingo. Mostrar todas as postagens

sábado, 5 de março de 2016

Quando a solidão bate

Você pode ler esse texto ouvindo: Norah Jones - Don't Know Why

Como eu já disse em outro texto, esses dias tenho experimentado o que eu não sentia há um bom tempo. Pela primeira vez em três anos me vejo livre e sem a real necessidade de estar atrás de alguém implorando pela reciprocidade de um amor ou carinho que só eu sinto e ligo.

Sexo casual não é algo tão complicado de conseguir, ainda mais quando você já tem uma lista de "peguetes" ou pessoas que você já tenha ficado casualmente e que acaba te aliviando em momentos de necessidades simplórias que é estar em contato mais íntimo com alguém. 
Depois de passar alguns anos da minha vida sofrendo por pessoas que entravam em minha vida sem a certeza do que realmente queria, acabei aprendendo a me virar e a me resguardar. Hoje não é qualquer um que consegue me arrancar aquele frio na barriga ou aquele batimento cardíaco acelerado juntamente com um suor frio. Já não é tão fácil entrar assim nessa montanha russa. 

Não vou negar que às vezes bate aquela solidão e uma vontade de sair em busca de algum amor perdido ou aquele amor que os filmes insistem em passar, mas logo lembro que isso deve ser uma consequência e não uma necessidade. Tento sempre me policiar e lembrar que o amor vem para os distraídos, pois quem não se distrai sofre por antecipação.

Então quando a solidão bate na minha porta eu acabo deixando ela entrar. Sirvo um café e dou um abraço. Tento fazer dela uma boa companhia, pois sei que é mais fácil lidar com ela a solidão, do que ter que lidar com qualquer um.

domingo, 24 de janeiro de 2016

Como Nossos Pais - Elis Regina


Não quero lhe falar meu grande amor 
De coisas que aprendi nos discos
Quero lhe contar como eu vivi 
E tudo o que aconteceu comigo 
Viver é melhor que sonhar 
E eu sei que o amor é uma coisa boa 
Mas também sei 
Que qualquer canto é menor do que a vida 
De qualquer pessoa

Por isso cuidado meu bem 
Há perigo na esquina 
Eles venceram e o sinal 
Está fechado pra nós 
Que somos jovens...

Para abraçar seu irmão 
E beijar sua menina, na rua 
É que se fez o seu braço, 
O seu lábio e a sua voz...

Você me pergunta pela minha paixão 
Digo que estou encantada como uma nova invenção 
Eu vou ficar nesta cidade não vou voltar pro sertão 
Pois vejo vir vindo no vento cheiro de nova estação 
Eu sei de tudo na ferida viva do meu coração...

Já faz tempo eu vi você na rua 
Cabelo ao vento, gente jovem reunida 
Na parede da memória esta lembrança 
É o quadro que dói mais...

Minha dor é perceber 
Que apesar de termos feito tudo o que fizemos 
Ainda somos os mesmos e vivemos 
Ainda somos os mesmos e vivemos 
Como os nossos pais...

Nossos ídolos ainda são os mesmos 
E as aparências não enganam não 
Você diz que depois deles não apareceu mais ninguém 
Você pode até dizer que eu tô por fora 
Ou então que eu tô inventando...

Mas é você que ama o passado e que não vê 
É você que ama o passado e que não vê 
Que o novo sempre vem...

Hoje eu sei que quem me deu a ideia
De uma nova consciência e juventude 
Tá em casa, guardado por Deus 
Contando vil metal...

Minha dor é perceber que apesar de termos 
Feito tudo, tudo, tudo, tudo o que fizemos 
Nós ainda somos os mesmos e vivemos 
Ainda somos os mesmos e vivemos 
Ainda somos os mesmos e vivemos 
Como os nossos pais...