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sábado, 29 de julho de 2017

Quando eu te deixei ir?

Eu não estava preparado, estava confuso e confesso que ainda estou. Quando eu te encontrei não tinha noção do que era querer ficar e muito menos procurava por isso. Era pra ser um encontro casual, decidido em última instância no estacionamento da academia e sem real expectativas pra uma segunda vez.

Te vi e confirmei o que estava na foto, nada muito diferente ou que me fizesse arrepender. Você com seu jeito engraçado e embaraçoso com todas as palavras, ficou horas e horas falando e mal se deu conta que já havia me contado sobre sua família, amigos e até do desastre que foi o seu último relacionamento. Eu apenas olhava, observava e claramente só pensava na hora que você iria parar de conversar e me dar ao menos um beijo ou abrir uma brecha para que eu fizesse isso. Aconteceu.

Continuamos a conversar, e acabamos nos encontrando mais uma, duas, três e eu já tinha perdido total controle da minha vontade. Você demonstrava carinho e eu sempre ali preso a minha defensiva, prometendo e jurando que eu nunca iria me apaixonar. Os dias se passaram, algumas pedras foram cruzando nossos caminhos, e o meu jeito bem direto não ajudou muito e acabamos por nos desentender.

Você foi pro seu canto, eu viajei e quando eu voltei você já não estava mais. E foi nesse exato momento que eu me perguntei: Quando foi que eu te deixei ir? Já me fiz essa pergunta tantas vezes, e o que mais me machuca é saber a resposta. Eu sei o que te fez partir, e ter que concordar me dói. 

Me desculpe por não reconhecer a sua entrega e por ter deixado a minha ignorância ganhar mais uma vez. Eu errei em não perceber desde o inicio a forma em que você me olhava, cuidava e mostrava com sorrisos abertos que estava ali por mim. Me desculpe por ser tão cego, só de pensar que eu estava errado. Eu corro quando as coisas estão bem e te machuquei completamente. Você não era meu tudo até que nos tornamos nada. Acho que você não da valor ao que tem até perder e essa dor é apenas uma consequência por ter te deixado ir.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Não sou mais o mesmo

Você deveria ler esse texto ouvindo I Don't Care da Ariana Grande

Eu passei quase que a vida toda tentando me encaixar ou ser no mínimo um padrão de amigo, profissional e qualquer coisa que entrasse no simples, comum.  Eu não usei esse "quase" atoa, porque eu posso te afirmar que já faz algum tempo que eu não sou mais assim. Hoje eu não sou mais o mesmo, e talvez amanhã serei outro totalmente diferente. Não sei se quero saber se isso é bom ou ruim, só quero continuar feliz e isso faz pra mim toda diferença.

As pessoas no geral tem um pavor real com mudanças ou tudo o que afeta de forma direta a sua rotina ou zona de conforto. Confesso que ainda luto diariamente contra essa vontade ou até mesmo qualquer pensamento de quietude, pois tudo pra mim deve estar em constante movimento. Mudanças não devem ser tratadas como algo ruim ou grave demais. Já passou da hora de aprendermos que as coisas ou pessoas mudam e não depende da gente querer, é a vida que exige isso.

Mudar não significa ser frágil ou volátil demais, é apenas uma forma de se encontrar e entender o que te faz bem. Hoje você pode ter um melhor amigo, um amor, ou um trabalho bom e que te pague bem, mas amanhã você pode encontrar um novo amor, um outro melhor amigo e um trabalho melhor e que te pague melhor ainda. Isso não o torna falso ou que tudo aquilo não era real, era até onde tinha que ser, naquele momento. 

"Eu costumava me sentir tão obrigado a ser muito mais. Eu costumava deixar as pessoas me dizerem como viver e como ser. Mas se eu não posso ser eu mesmo, de que adianta?" I Don't Care

O que não da é pra se estagnar e viver sua vida pelos outros. Corra de tudo que te atrasa, te engana, te segura e o retem. Se aproxime do que te transborda, te faz feliz e que queira o bem, e se não transbordar, não se preocupe pois você já é cheio, completo. Aproveite tudo o que tem de bom nessa vida. Mude, mude mesmo, seja cabelo, roupa, pensamentos, sonhos e ideais.

Se alguém chegar em você e dizer: "Nossa você mudou tá diferente". Apenas diga; sim eu mudei. Não sou e nem quero ser mais do mesmo, já estive cansado demais pra fingir sorrisos.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Aquele frio na barriga

Ando com um misto de sentimentos e emoções. Minha vida parece finalmente querer caminhar ao rumo certo e sem muitas dispersões. Claro que problemas são inevitáveis durante o percurso, mas não toma tanto tempo como antes, ou então, estou com menos saco pra ficar fugindo ou os adiando, na medida em que vão aparecendo eu os resolvo.

Hoje parei um pouco pra pensar e me veio na cabeça várias nostalgias da vida. Seja de grandes paixões e momentos em que eu estive a beira de chegar ao céu ou de tristezas em que eu parecia despencar no precipício, aquele friozinho na barriga sempre foi um sinal ou garantia de que eu estava vivo. 
O frio na barriga, é o gostinho bom da incerteza. É o termômetro ideal para se medir a importância ou a circunstância de algo que se passa em sua vida. Ok, pode ser que você não goste ou prefira medir seus sentimentos de outra forma, mas tenho certeza que sentir essa adrenalina seja pro bem ou pro mal é inevitável. 

Eu confesso que ando sentindo um pouco a falta desse frio na barriga, pelos momentos bons (claro) e pelos motivos certos. E sei também que esse inverno estomacal uma hora chega e também transforma, então não deixe qualquer pessoa embarcar nessa grande montanha russa.  Por isso você precisa cultivar o seu jardim e semear com flores, assim logo as borboletas aparecerão. E sua vida em menos de um instante vai girar como uma roda gigante.