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sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Mudança de planos

Te esperar? Nunca esperei. Sempre segui minha vida sem parar muito em pontos ou qualquer coisa que tirasse o meu trem do trilho. Ok, fui meio exagerado. Sim, talvez eu tenha parado em algumas estações refazendo alguns sonhos, montando alguns planos, mas te esperar? Não, eu nunca te esperei.

Tenho percebido ao longo dessa viagem que alguns lugares requer atenção antes de parar, e que mudar o trajeto as vezes faz parte. Sou publicitário, outras horas cantor e em algumas blogueiro. Por hora quero ser médico, dentista e por que não um farmacêutico? O Por que da mudança? Sei lá, resolvi arriscar, ou tenho que ser uma coisa só? Se for desculpa, mas esse trem aqui é assim mesmo, acha que pode ser mil coisas, mil destinos e por isso vez ou outra para em alguma estação.

Ultimamente tem me dado uma vontade de arriscar, viver coisas novas que por falta de coragem ou medo eu não vivi. E no auge dos vinte e poucos anos a única coisa que me vem a mente é: a-p-r-o-v-e-i-t-a-r, sim, bem pausadamente porque aqui a gente não vive na pressa, vive intensamente, a todo instante e a todo vapor. 

Não leve pro lado pessoal, mas ainda não sei o que veio fazer aqui. Mas quero que fique e aproveite a vista. Do seu lado esquerdo tem um cartão, e é de coração que eu escrevi: Que bom que veio.


sábado, 29 de julho de 2017

Quando eu te deixei ir?

Eu não estava preparado, estava confuso e confesso que ainda estou. Quando eu te encontrei não tinha noção do que era querer ficar e muito menos procurava por isso. Era pra ser um encontro casual, decidido em última instância no estacionamento da academia e sem real expectativas pra uma segunda vez.

Te vi e confirmei o que estava na foto, nada muito diferente ou que me fizesse arrepender. Você com seu jeito engraçado e embaraçoso com todas as palavras, ficou horas e horas falando e mal se deu conta que já havia me contado sobre sua família, amigos e até do desastre que foi o seu último relacionamento. Eu apenas olhava, observava e claramente só pensava na hora que você iria parar de conversar e me dar ao menos um beijo ou abrir uma brecha para que eu fizesse isso. Aconteceu.

Continuamos a conversar, e acabamos nos encontrando mais uma, duas, três e eu já tinha perdido total controle da minha vontade. Você demonstrava carinho e eu sempre ali preso a minha defensiva, prometendo e jurando que eu nunca iria me apaixonar. Os dias se passaram, algumas pedras foram cruzando nossos caminhos, e o meu jeito bem direto não ajudou muito e acabamos por nos desentender.

Você foi pro seu canto, eu viajei e quando eu voltei você já não estava mais. E foi nesse exato momento que eu me perguntei: Quando foi que eu te deixei ir? Já me fiz essa pergunta tantas vezes, e o que mais me machuca é saber a resposta. Eu sei o que te fez partir, e ter que concordar me dói. 

Me desculpe por não reconhecer a sua entrega e por ter deixado a minha ignorância ganhar mais uma vez. Eu errei em não perceber desde o inicio a forma em que você me olhava, cuidava e mostrava com sorrisos abertos que estava ali por mim. Me desculpe por ser tão cego, só de pensar que eu estava errado. Eu corro quando as coisas estão bem e te machuquei completamente. Você não era meu tudo até que nos tornamos nada. Acho que você não da valor ao que tem até perder e essa dor é apenas uma consequência por ter te deixado ir.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Aquele frio na barriga

Ando com um misto de sentimentos e emoções. Minha vida parece finalmente querer caminhar ao rumo certo e sem muitas dispersões. Claro que problemas são inevitáveis durante o percurso, mas não toma tanto tempo como antes, ou então, estou com menos saco pra ficar fugindo ou os adiando, na medida em que vão aparecendo eu os resolvo.

Hoje parei um pouco pra pensar e me veio na cabeça várias nostalgias da vida. Seja de grandes paixões e momentos em que eu estive a beira de chegar ao céu ou de tristezas em que eu parecia despencar no precipício, aquele friozinho na barriga sempre foi um sinal ou garantia de que eu estava vivo. 
O frio na barriga, é o gostinho bom da incerteza. É o termômetro ideal para se medir a importância ou a circunstância de algo que se passa em sua vida. Ok, pode ser que você não goste ou prefira medir seus sentimentos de outra forma, mas tenho certeza que sentir essa adrenalina seja pro bem ou pro mal é inevitável. 

Eu confesso que ando sentindo um pouco a falta desse frio na barriga, pelos momentos bons (claro) e pelos motivos certos. E sei também que esse inverno estomacal uma hora chega e também transforma, então não deixe qualquer pessoa embarcar nessa grande montanha russa.  Por isso você precisa cultivar o seu jardim e semear com flores, assim logo as borboletas aparecerão. E sua vida em menos de um instante vai girar como uma roda gigante.