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quarta-feira, 4 de maio de 2016

A responsabilidade de ser um irresponsável

Quando temos dezoito ou dezenove anos pensamos de uma forma, aos vinte ou vinte e um de outra e eu agora com vinte e dois caminhando para os vinte e três anos estou pensando de uma forma totalmente diferente do que há três quatro anos atrás. Ainda estou me perguntando porque eu não resumi isso tudo até agora dizendo que eu hoje com vinte e dois já tenho um pensamento diferente dos meus dezenove, mas enfim continuemos.

Estou em uma fase em que a segurança fala mais alto do que qualquer sonho que eu tenha. Mesmo que eu tenha vontade de largar tudo e viver na "praia", sei que existem consequências para tal ato. Segurança a qual me refiro é nada mais ou nada menos que estabilidade. Infelizmente não tenho mais os meus dezenove anos onde eu pensava de uma forma mais despretensiosa e que o impulso falava mais alto. 
Eu não sou o tipo de cara que manda tudo a merda e muito menos abre uma garrafa de cerveja depois daquele dia chato. Eu tenho a consciência de que mandar as coisas a merda ou me embriagar não resolverá nenhum problema, muito pelo contrário, vai piorar mais. Tenho vontade? Ás vezes, mas não combina comigo, devo confessar que a linha rebelde e menos calculista não combina em nada com a minha personalidade.

Tenho sonhos? Sim vários, mas eles apenas me propõem um futuro, pois o real é aqui, agora.

Por isso se você tem dezoito anos por aí, o meu maior concelho é: Aproveite! yaas, aproveite pois passa. Me sentindo o tio agora, mas é a verdade, aquela famosa frase "cabeça nas nuvens, e os pés no chão'' nunca fez tanto sentido pra mim como hoje. Até pra ser irresponsável deve se ter um tipo de responsabilidade, nem que seja pela consciência. Talvez amanhã eu possa mudar de ideia e sair por aí mandando um foda-se pra todo mundo, mas amanhã já é outro dia. 

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Quando chega a hora

Eu sempre fui do tipo que corre atrás do que quer, sempre, mas nem sempre fui aquele tipo que não ligava para os julgamentos alheios. Demorei aprender a ignorar as pessoas que falam que tudo é difícil ou "impossível". Se existe sonho e esperança é válido lutar, ir atrás. Mas o medo é uma semente que nos acompanha. Talvez ele (o medo) seja necessário para que possamos analisar tudo e não agir por impulso, mas é algo que não deixa de nos atrapalhar.

Acho que eu nunca contei isso a ninguém, mas vamos lá. Quando eu tinha uns 12-13 anos eu sonhava em poder cantar na escola onde eu estudava. Eu sabia que tinha uma boa voz, sabia que conseguiria impressionar alguém. Lembro que na época tinha vários eventos com música, ou projetos com, mas eu nunca me achava o suficiente, na verdade o meu medo  era maior que a minha vontade de fazer qualquer coisa. Eu sofria muito bullying então imagine como era complicado pra mim, uma criança, entrando na pré-adolescência enfrentar uma escola inteira. Fora que a escola só escolhia os mesmos alunos pra cantar ou fazer algo do tipo, tanto pra concursos que existiam fora, quanto os de dentro. Foi nessa mesma escola, que um grupo de alunos que não gostavam de mim, jogaram todas as minhas coisas na lixeira. Imagine você chegar o intervalo e ver todas as suas coisas no lixo. Imagine então como eu conseguiria cantar pra essas mesmas pessoas?

Quando mudei de escola e fui para o ensino médio eu vi novamente a oportunidade de poder cantar e mostrar para as pessoas que o meu sonho era aquele. Mas novamente o medo me atrapalhava, eu só conseguia cantar quando tinha algum trabalho com música nas aulas de inglês. Só a minha sala sabia que eu sabia cantar, e mesmo assim não era muito fácil me apresentar ali. Imagina você cantar na frente daqueles garotos que se acham o tal. Eles sabem que você canta bem, sabem do seu talento, mas a vontade de poder te atingir é sempre maior que o reconhecimento disso. 

Enfim foi na faculdade que consegui encontrar conforto pra poder mostrar quem eu era e qual era o meu sonho. Foi a partir da faculdade que encontrei pessoas que acreditaram em mim, que consegui gravar minha primeira música e expandir tudo o que eu sabia. E foi lá  que consegui me apresentar pra faculdade inteira em um auditório cheio. Quando me perguntaram se eu queria me apresentar, o sim foi na hora. Foram 19 anos esperando esse momento, e ele finalmente havia chegado.

Hoje eu já cantei em vários lugares e estou a cada dia mais confiante do que aquele garoto de 6 anos atrás. O medo sempre vai existir, as más lembranças também, mas a vontade de fazer tudo dar certo é maior a cada dia. Ninguém pode tirar o que já é seu, e espero que você assim como eu lute pelo que sonha, pelo que deseja e acredita. Somos apenas mais um brasileiro lutando por um sonho e esperamos pelo grande dia em que toda a fantasia vai se tornar real.