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segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Pessoa certa, hora errada

Pessoa certa, hora errada. Será que esse discurso realmente existe ou pode ser mais uma mera desculpa sua ou de alguém que você está afim?

Ultimamente eu tenho pensado bastante nessa frase. Ando me perguntando se essa frase é usada apenas como desculpa pra gente manter no mais do mesmo, quando você realmente aceita a condição na qual está. Não que isso seja errado, mas será que não estamos perdendo grandes oportunidades ao pensar assim?

Queria dizer que eu nunca disse isso, mas claro que eu já disse e foi pensando nisso que resolvi escrever. Puxando um pouco na memória consegui voltar há uns 2 anos atrás, quando eu estava pegando um cara pra tentar esquecer um relacionamento que já estava mais perdido do que você quando pegou o tema da redação do ENEM. Eu sabia que ainda gostava do embuste (pessoa que não presta), mas mesmo assim eu estava tentando seguir com o outro e falhei. Na primeira ligação acabei voltando pra relação fudida e larguei um cara que estava se empenhando real pra dar certo.
Não entendo essa mania de nós seres trouxas de preferir voltar a rotina, o igual, o mais do mesmo do que seguir e encontrar a felicidade novamente. Se a pessoa certa apareceu na hora errada talvez seja pra tornar aquela hora certa e consequentemente outros momentos também. A ideia que temos de felicidade as vezes é muito presa a conformidade e não podemos ser assim. Se está ruim, se não está gostando, parte pra outra e tente ser honesto consigo mesmo. A hora errada só existe quando estamos  perdendo tempo, e o tempo não volta. A não ser que você não quer nada com nada mesmo, aí você para de arrumar desculpa e fala logo que você não quer e pronto ok? 

Então é isso, a hora certa já começou com você lendo esse texto freishquinho e agora é com você.

xoxo, fazer uma redação decente pro ENEM a gente não faz, mas texto pro blog a gente faz perfeitamente. 

domingo, 20 de março de 2016

Uma noite e nada mais.

Não me olhe desse jeito, você me assusta. Assim eu penso em voz alta. Seus olhos já me convidam para uma aventura que talvez não tenha volta. Sua boca através de um breve sorriso, me alerta sobre o perigo que é conhecer todas as possibilidades. Eu continuo parado enquanto alguns amigos ainda tentam me convencer de ir ao bar pegar mais uma bebida. Sem chance! Respondo com aquela cara de quem sabe o que quer, e agora eu quero você.

Seu olhar me convida a navegar mais perto e a cada passo que eu dava o frio na barriga aumentava, a minha mão transpirava e a vontade de você já estava mais do que me dominando. Na altura do campeonato eu estava entregue e doido pra fazer dar certo mesmo que pela última vez.
Um passo ou talvez dois nos separam agora e eu não consigo me lembrar de ter sentido isso antes. Mais um passo e pronto já posso sentir sua respiração, seu corpo perto do meu e seus olhos (a esses olhos) só não são mais famintos do que a sua boca, que agora procura a minha como se fosse boa o suficiente pra poder comer.

A sua mão passeia pelo meu corpo como um bandeirante em busca de ouro e isso me deixa mais perto de entregar tudo o que eu tenho pra você. Eu te arrasto para o canto mais escuro enquanto sua boca procura mais coisas a explorar. Você tem sede de mais vontade, e eu tenho à vontade em minhas mãos.